Este capítulo é baseado em Gênesis 6-89:8-17.

   Os descendentes de Sete foram chamados filhos de Deus; os descendentes de Caim, filhos dos homens. Como os filhos de Deus se misturassem com os filhos dos homens, tornaram-se corruptos e, pela união em casamento com eles, perderam, mediante a influência de suas esposas, seu peculiar e santo caráter, e uniram-se com os filhos de Caim em sua idolatria. Muitos puseram de lado o temor de Deus e pisaram Seus mandamentos. Mas havia uns poucos que praticavam a justiça, que temiam e honravam ao seu Criador. Noé e sua família estavam entre estes poucos justos.

Este capítulo é baseado em Gênesis 4:25, 265:3-8, 18-24Judas 14, 15.

Sete tinha um caráter digno, e devia tomar o lugar de Abel em reto proceder. Contudo era filho de Adão, como o pecaminoso Caim, e não herdou da natureza de Adão mais bondade natural do que Caim herdara. Nasceu em pecado, mas pela graça de Deus, e recebendo os fiéis ensinamentos de seu pai Adão, honrou a Deus, fazendo Sua vontade. Separou-se dos corruptos descendentes de Caim e lutou, como teria feito Abel caso vivesse, para volver a mente dos homens pecadores à reverência e obediência a Deus. 


Quão maravilhosa é a sensação de se ouvir uma música bem tocada. Como é proveitoso a nós em momentos de sossego e também nos de certa melancolia, ouvir uma canção que toque o nosso íntimo com paz, alegria e restauração. Nesse sentido, qual de nós não possui um(a) cantor(a) favorito(a)? Dificilmente alguém não terá um músico ou tangedor predileto, cujas músicas, das mais antigas àquelas mais recentes, despertam uma paixão especial pela composição em forma de melodia.

No Princípio havia o nada.

E do nada surgiu tudo.

Vivemos em um mundo frenético, cercados por um amontoado de barulhos, objetos e pessoas que nem ao menos sabemos o nome ou quem são. Acordamos cada dia sem nem imaginar o porquê ou pra quê de estarmos ali. Corremos de um lado para o outro sem nem entender o motivo de realmente estarmos AQUI.
Caim e Abel, filhos de Adão, diferiam grandemente em caráter. Abel temia a Deus. Caim acariciava sentimentos de rebeldia e murmurava contra Deus por causa da maldição pronunciada sobre Adão e porque fora a Terra amaldiçoada por seu pecado. Estes irmãos tinham sido instruídos com respeito à provisão feita para a salvação da raça humana. Deles era requerido que praticassem um sistema de humilde obediência, mostrando sua reverência a Deus e sua fé no Redentor prometido e dependência dEle, mediante o sacrifício dos primogênitos do rebanho e sua solene apresentação, com o sangue, como uma oferta queimada a Deus. Este sacrifício devia levá-los a ter sempre em mente o seu pecado e o Redentor por vir, o qual devia ter o grande sacrifício pelo homem.



Quando Adão de acordo com as especiais determinações de Deus, fez uma oferta pelo pecado, isto foi para ele a mais penosa cerimônia. Sua mão devia levantar-se para tirar a vida, que somente Deus podia dar, e fazer uma oferta pelo pecado. Pela primeira vez teria de testemunhar a morte. Ao olhar para a vítima ensanguentada, contorcendo-se nas agonias da morte, ele devia contemplar pela fé o Filho de Deus, a quem a vítima prefigurava, e que devia morrer em sacrifício pelo homem.

A Adão foram revelados importantes eventos futuros, de sua expulsão do Éden ao dilúvio e progressivamente até o primeiro advento de Cristo sobre a Terra; Seu amor por Adão e sua posteridade levaria o Filho de Deus a condescender em tomar a natureza humana, e assim elevar, mediante Sua própria humilhação, todos aqueles que nEle cressem. Tal sacrifício era de suficiente valor para salvar o mundo inteiro; mas apenas uns poucos se beneficiariam da salvação a eles levada por um tão maravilhoso sacrifício. Muitos não se satisfariam com as condições requeridas deles para serem participantes de Sua grande salvação. Eles prefeririam o pecado e transgressão da lei de Deus antes que arrependimento e obediência, confiando pela fé nos méritos do sacrifício oferecido. Este sacrifício era de um valor tão infinito que tornava o homem que dele se prevalecesse, mais precioso do que o ouro fino, mais precioso mesmo que uma cunha de ouro de Ofir.

Todo o Céu pranteou como resultado da desobediência e queda humana de Adão e Eva, a qual trouxe a ira de Deus sobre a raça humana. Foram cortados da comunicação com Deus e precipitados em desesperadora miséria. A lei de Deus não podia ser mudada para atender as necessidades humanas, podia ser mudada para atender as necessidades humanas, pois no planejamento divino ela jamais ira perder a sua força nem dispensar a mínima parte de seus reclamos.


O céu encheu-se de tristeza quando se compreendeu que o homem estava perdido, e que o mundo que Deus criara deveria encher-se de mortais condenados à miséria, enfermidade e morte, e não haveria um meio de livramento para o transgressor. A família inteira de Adão deveria morrer. Vi o adorável Jesus, e contemplei uma expressão de simpatia e tristeza em Seu rosto. Logo eu O vi aproximar-Se da luz extraordinariamente brilhante que cercava o Pai. Disse meu anjo assistente: Ele está em conversa íntima com o Pai. A ansiedade dos anjos parecia ser intensa enquanto Jesus Se comunicava com Seu Pai. Três vezes foi encerrado pela luz gloriosa que havia em redor do Pai; e na terceira vez Ele veio calmo, livre de toda a perplexidade e inquietação, e resplandecia de benevolência e amabilidade, tais como não podem exprimir as palavras.


O Senhor então dirigiu-se à serpente: "Portanto isto, maldita serás mais que toda a besta, e mais que todos os animais do campo: sobre o teu ventre andarás, e pó comerás todos os dias da tua vida." Como a serpente tinha sido exaltada acima de todas as bestas do campo, seria agora degradada abaixo de todas elas e odiada pelo homem, porquanto fora o agente pelo qual Satanás agira.  A Adão disse o Senhor: "Porquanto destes ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da árvore de que te ordenei, dizendo: Não comerás dela: maldita é a terra por causa de ti; com dor comerás dela todos os dias da tua vida. Espinhos, e cardos comerás dela todos os dias da tua vida. Espinhos, e cardos também, te produzirá; e comerás a erva do campo. No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra: porque dela foste tomado; porquanto és pó, e em pó te tornarás."



Deus instruíra nossos primeiros pais quanto à árvore do conhecimento, e eles foram plenamente informados da queda de Satanás, e do perigo de ouvirem as suas sugestões. Ele não os privou da faculdade de comerem do fruto proibido. Deixou que como agentes morais livres cressem na Sua palavra, obedecessem a Seus mandamentos e vivessem, ou cressem no tentador, desobedecessem e morressem. Ambos comeram, e a grande sabedoria que obtiveram foi o conhecimento do pecado e o senso de culpa. A veste de luz que os rodeava, agora desapareceu, e sob um senso de culpa e a pedra de sua divina cobertura, um tremor tomou posse deles, e procuraram cobrir suas formas expostas.


Ela então colheu para si do fruto e comeu, e imaginou sentir o excitante poder de uma nova e elevada
existência como resultado da exaltadora influência do fruto proibido. Em um estado de excitação estranha e fora do natural, com as mãos cheias do fruto proibido, procurou o marido. Relatou-lhe o sábio discurso da serpente e desejava conduzi-lo imediatamente à árvore do conhecimento. Disse-lhe que havia comido do fruto, e em vez de experimentar qualquer sensação de morte, sentia uma agradável e exaltadora influência. Tão logo Eva desobedeceu tornou-se um poderoso agente para ocasionar a ruína do esposo.

Satanás assumiu a forma de serpente e entrou no Éden. A serpente era uma bela criatura com asas, e quando voava pelos ares apresentava uma aparência brilhante, parecendo ouro polido. Ela não andava sobre o chão, mas ia de uma árvore a outra pelo ar e comia frutos como o homem. Satanás entrou na serpente e tomou sua posição na árvore do conhecimento e começou vagarosamente a comer do fruto.
Deus reuniu a hoste angélica para tomar medidas e impedir o perigo ameaçador. Ficou decidido no concílio celestial que anjos deviam visitar o Éden e advertir Adão de que ele estava em perigo pela presença de um adversário. Dois anjos apressaram-se a visitar nossos primeiros pais. O santo par recebeu-os com inocente alegria, expressando gratidão a seu Criador por assim havê-los rodeado com tal profusão de Sua bondade. Todas as coisas amáveis e atrativas eram para sua alegria e tudo parecia sabiamente adaptado às suas necessidades; e o que estimavam acima de todas as outras bênçãos, era a associação com o Filho de Deus e com os anjos celestiais, pois tinham muito a relatar-lhes a cada visita, sobre suas novas descobertas das belezas naturais de seu lar edênico, e tinham muitas perguntas a fazer relativas a muita coisa que só podiam compreender indistintamente.


Seus seguidores foram procurá-lo, e ele, erguendo-se e assumindo um ar de desafio, informou-os de seus planos para arrebatar de Deus o nobre Adão e sua companheira Eva. Se pudesse de alguma de alguma provisão pela qual pudessem ser perdoados, e então, e e todos os anjos caídos obteriam um provável meio de partilhar com eles a misericórdia de Deus. Se isto falhasse, podiam unir-se com Adão e Eva, pois se estes viessem a transgredir a lei divina ficariam sujeitos à ira de Deus, como eles próprios estavam. Sua transgressão os colocaria, também, num estado de rebelião, e eles podiam unir-se a Adão e Eva, tomar posse do Éden, e conservá-lo como seu lar. E se pudessem ter acesso à árvore da vida no meio do jardim, sua força seria, pensavam, igual à dos santos anjos, e nem mesmo o próprio Deus poderia expulsá-los.
Satanás treme ao contemplar sua obra. Ele está sozinho meditando sobre o passado, o presente e o futuro de seus planos. Sua poderosa estrutura vacila como uma tempestade. Um anjo do Céu está passando. Ele o chama e suplica uma entrevista com Cristo. Isto lhe é concedido. Então, relata ao Filho de Deus que está arrependido de sua rebelião e deseja voltar ao favor divino. Está disposto a tomar o lugar que previamente Deus lhe designara e sujeitar-se a Seu sábio comendo. Cristo chorou ante o infortúnio de Satanás mas disse-lhe, como pensamento de Deus, que ele jamais poderia ser recebido no Céu. O Céu não devia ser colocado em perigo. Todo o Céu seria manchado se fosse recebido de volta, pelo pecado e rebelião originados com ele. As sementes da rebelião ainda estavam nele. Não tivera, em sua rebelião, nenhum motivo para seu procedimento, e irremediavelmente arruinara não só a si mesmo mas a hoste de anjos, que teria sido feliz no Céu, tivesse ele permanecido firme. A lei de Deus podia condenar mas não podia perdoar.
No meio do jardim, perto da árvore da vida, estava a árvore do conhecimento do bem e do mal. Esta árvore fora especialmente designada por Deus para ser a garantia de sua obediência, fé e amor a Ele. O Senhor ordenou a nossos primeiros pais que não comessem desta árvore nem tocassem nela, senão morreriam. Disse que podiam comer livremente de todas as árvores do jardim, exceto daquela, pois dela comessem certamente morreriam.

Quando Adão e Eva foram colocados no belo jardim, tinham para sua felicidade tudo que pudessem desejar. Mas Deus determinou em Seu plano onisciente, testar sua lealdade antes que pudessem ser considerados eternamente fora de perigo. Teriam Seu favor, Ele conversaria com eles e eles com Ele. Contudo, Ele não colocou o mal fora do seu alcance. A Satanás foi permitido tentá-los. Se resistissem às tentações haveriam de testar no perpétuo favor de Deus e dos anjos celestiais.

O santo par era muito feliz no Éden. Ilimitado controle fora-lhes dado sobre toda a criatura vivente. O leão e o cordeiro divertiam-se pacífica e inofensivamente ao seu redor, ou dominavam a seus pés. Pássaros de toda a variedade de cores e plumagens esvoaçavam entre as árvores e flores e em volta de Adão e Eva, enquanto seu melodioso canto ecoava entre as árvores em doces acordes de louvor a seu Criador.


Pai e Filho empenharam-Se na grandiosa, poderosa obra que tinham planejado - a criação do mundo. A Terra saiu das mãos de seu Criador extraordinariamente bela. Havia montanhas, colinas e planícies, entrecortadas por rios e lagos. A Terra não era uma extensa planície, mas a monotonia do cenário era quebrada por montanhas e colinas não altas e abruptas como hoje são, mas de formas regulares e belas. As rochas altas e desnudas não podiam ser vistas sobre ela, mas estavam debaixo da superfície, correspondendo aos ossos da Terra. As águas estavam distribuídas regularmente. As montanhas, as colinas e as belíssimas planícies eram adornadas com plantas, flores, e árvores majestosas de toda espécie, muitas vezes maiores e mais belas do que são agora. O ar era puro e saudável, e a Terra parecia um nobre palácio. Os anjos deleitavam-se e regozijavam-se com as maravilhosas obras de Deus.

Rebelar-se contra o governo de Deus foi o maior crime. Todo o Céu parecia estar em comoção. Os anjos foram dispostos em ordem por companhias, cada divisão com o mais categorizado anjo à sua frente. Satanás estava guerreando contra a lei de Deus, por causa da ambição de exaltar-se a si mesmo, e por não desejar submeter-se à autoridade do Filho de Deus, o grande comandante celestial.